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Banda caxiense ZAVA lança Conatus

25 de agosto

Terceiro disco da banda traz rock conceitual e reflexivo

Quando uma banda de rock chega ao momento de propor um marco zero em sua carreira, é porque geralmente tem novo conteúdo para mostrar em termos de poética e sonoridade. No caso da caxiense ZAVA, o marco zero é Conatus, terceiro e mais conceitual disco do grupo, que será lançado neste mês de agosto. Com a mesma formação de power trio que conserva desde 2010, a banda consolida-se com um rock contemporâneo e polirrítmico, conduzido na base da energia, da vibração e da originalidade. 
 
 
Construída ao longo dos últimos quatros anos, Conatus é uma obra completamente independente. André Quadros (bateria), Daniel Antoniazzi (contrabaixo) e João Peres (voz e guitarra) inspiraram-se no estilo “faça você mesmo”, montaram seu próprio estúdio, produziram, gravaram, mixaram e masterizaram suas próprias canções e agora lançam o trabalho satisfeitos com o resultado alcançado depois de tanto suor. Essa determinação relaciona-se com a abrangência do termo “Conatus”, um conceito filosófico que aponta, entre outros significados, o de que o homem é movido unicamente por seus desejos.
“Levamos quatro anos para conceber esse trabalho, tudo foi feito da forma mais autônoma possível. E isso demandou muito esforço, muito tempo. Se não fosse esse o nosso desejo real, já teríamos desistido”, observa João Peres, autor de letras que flertam com filosofia, psicologia, política, sociologia e existencialismo. O discurso da ZAVA em Conatus, no entanto, está longe de ser panfletário e pretensioso. Se há alguma complexidade, ela está nas entrelinhas, e essas reforçam a maturidade sonora de quem deseja, entre outras coisas, forjar seu marco zero. Detalhe: tudo em claro e bom português. 
 
A singularidade deste novo trabalho se dá também no instrumental do power trio. Os riffs e timbres certeiros de guitarras complementam as construções (e desconstruções) do baixo a da bateria, a resultar em características do rock progressivo, do stoner rock, do grunge e até da música regional brasileira. Uma sonoridade contemporânea que contempla influências pessoais de cada integrante, o que faz emoção e razão andarem lado a lado.  
As primeiras pistas dessa consistência sonora estão em Em Círculos, primeiro single lançado nas plataformas digitais e Como Um Sopro de Silêncio, disponibilizada no site da banda (www.zavaoficial.com) como parte da estratégia de divulgação de Conatus, que terá 12 músicas em CD, mais três faixas bônus na versão de luxo. “A ideia desse trabalho é ir além do comum, é provocar reflexões, é dar novas interpretações para situações cotidianas”, complementa André Quadros.
 
 
As provocações, aliás, já partem da capa icônica do CD, com arte assinada por Sara Fontana e Rudinei Picinini. A bola amarela tem inspiração em uma frase de Pablo Picaso: “Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol”. O líquido escorrendo faz referência ao “mundo líquido” do sociólogo polonês Zygmunt Bauman e aos muitos universos e subgêneros musicais pelos quais transita Conatus.
O público fiel da ZAVA, banda que teve seu embrião em 2003, vai entender o recado, e a formação de novos admiradores é questão de tempo. Conatus carrega o digno propósito de alçar voos mais altos, chegar aos festivais alternativos Brasil afora e provar que o bom rock é uma questão de dosar competência, desejo e inteligência.  
 
 
Ouça "Conatus" no Deezer: http://www.deezer.com/br/album/46710632
 

 

 
 
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